Terapia do Esquema, como funciona uma sessão e para quem é indicada.
Uma abordagem integrativa, baseada em evidências, especialmente indicada para padrões emocionais antigos que resistem a outras terapias.

A Terapia do Esquema, desenvolvida por Jeffrey Young, integra elementos da terapia cognitivo-comportamental, da psicanálise, do apego e da Gestalt. Foi criada para tratar sofrimentos que se repetem — padrões afetivos, relacionais e profissionais que voltam a se instalar mesmo depois de anos de trabalho pessoal.
Para quem é indicada
- Pessoas que reconhecem os próprios padrões, mas não conseguem interrompê-los.
- Quadros de ansiedade, depressão e transtornos de personalidade com raízes antigas.
- Sofrimento crônico em relacionamentos: escolhas repetidas, dificuldade de vínculo, ciclos de proximidade e afastamento.
- Autocrítica intensa, perfeccionismo, autoexigência que não cede à razão.
- Pacientes que já passaram por outras terapias sem resultado sustentado.
Como é uma sessão
Sessões semanais, em geral de 50 minutos, presenciais ou online. O trabalho combina:
- Cognitivo: identificar esquemas ativos, testar crenças, construir alternativas.
- Experiencial: técnicas como imagery e diálogo de cadeiras, que acessam a emoção, não só o pensamento.
- Relacional: a própria relação terapêutica é laboratório de vínculo — reparo do que não foi possível na história de origem.
- Comportamental: pequenas mudanças de vida, testadas semana a semana, que consolidam a mudança emocional.
O que muda com o tempo
O esquema raramente desaparece — o que muda é a relação com ele. A pessoa passa a reconhecê-lo antes que ele domine a cena, escolhe respostas diferentes, e vive experiências novas de cuidado que reescrevem, aos poucos, a memória emocional.
O objetivo não é apagar a história. É dar a ela um novo desfecho — vivido, dessa vez, com presença e escolha.